Voltar atrás, para quê?
Eu quero é que tudo passe
e me passes como a face
da lua, de D a C.
Lá por fora há pinheirais,
areias de vidro ao vento
e um rio em escamas sedento
de ti que não voltas mais
nem que eu morra.
Tomara chuva em tesoura
para me cortar a direito.
Voltar atrás para quê?
O que está feito está feito.
Escrito em 2001; publicado neste blogue em 2009.
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