Ao luar da noite pênsil,
entre imagens vagabundas,
passo a passo o sonhador
deixa sumir nas profundas
do abismo um cabelo, um pêlo,
um pedacinho de pele.
Sorte a dele, que não se importa
de abandonar carga morta!...
Quando de manhã acorda,
já outra margem o chama
e a noite passada é
cotão debaixo da cama.
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